BAGA  DE  BAGACEIRA

DE SOUZA CAMPOS

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Baga de Bagaceira (em memória) nascida e criada na cidade de Alagoinhas - BA, viveu com intensidade e entre tantas coisas a “dama de paus” como costumava se auto declarar foi: drag performer pesquisadora intelectual, filha e amiga. Construía sua carreira de forma brilhante tanto no cotidiano quanto nas performances artísticas de pura lacração, como também nas narrativas de luta e ativismo pelos direitos de existir de si e de toda comunidade LGBTQIA+. Na Universidade traçou uma trajetória hiper-produtiva, interseccional, coletiva e, sobretudo, contestativa, responsável, junto à seu coletivo e grupo de pesquisa Aquenda de Diversidade Sexual, pela regularização oficial do uso do nome social: “A noite era Baga e de dia também era Baga”, tomou por direito assinar suas diversas produções e artigos apresentados em eventos, publicados em revistas e anais de renome como a inesquecível Baga de Bagaceira.

 
Bacharel em Jornalismo e Comunicação (2017) - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; título de Mestra em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação - Mídia e Formatos Narrativos na linha de pesquisa Mídia e Sensibilidades (2019) pela mesma universidade. Possui artigo científico apresentado em eventos internacionais: XII Congresso da Associação LatinoAmericana de Investigadores da Comunicação (ALAIC), realizado em Lima - Peru, 2014; no IV Congresso Internacional sobre Culturas, em Cachoeira-BA, 2018; no XIV Congresso da Associação LatinoAmericana de Investigadores da Comunicação (ALAIC), em San José - Costa Rica, 2018, dentre outros. Atuou na área de assessoria de comunicação através do Projeto CINE TRANS TERRITORIAL, aprovado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia no setor de Culturas Populares e Identitárias (2017). Integrou do grupo de Pesquisa CORPO E CULTURA (CNPq), coordenado pela professora Dra. Renata Pitombo Cidreira, desde 2014 na linha de pesquisa Corpo e Expressão. Foi membro do Comitê de Acompanhamento de Políticas Afirmativas e Acesso à Reserva de Cotas (COPARC/2017-2019) da UFRB. Atua no Coletivo AQUENDA de diversidade sexual e de gênero (2012-2020). Interesse nos estudos que envolvem as temáticas sensíveis ao corpo adornado queer, utilizando as seguintes expressões: sensibilidades adornadas e armadura queer para pensar a vestimenta enquanto potencialidade de resistência e existência ao corpo dito desobediente. Foi representante discente no colegiado do mestrado em Comunicação/UFRB (2017-2019). Durante a sua formação acadêmica apresentou comunicações/palestras com foco nos discursos sobre permanência, LGBTQIA+ e o poder das indumentárias. Artigos, ensaios visuais, traduções, resenhas, etc. publicadas em revistas científicas eletrônicas (Qualis A e B). Possui capítulos de livro publicados, entre eles os capítulos nos livros O Belo Contemporâneo (CIDREIRA, 2019) e na edição de 2020 do livro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS). No ano de 2020 ingressou como doutoranda pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na linha de pesquisa Cultura e Arte, momento em que foi inesperada e tragicamente interrompida neste plano físico. Hoje Baga dá nome ao CAJ Centro Acadêmico de Jornalismo e é homenageada do projeto Armadura Queer que por direito é também autora.